20.6.16

As coisas mudam

uma pequena pausa na apresentação boring que tô fazendo - que na verdade já deveria ter terminado - pra escrever aqui nesse cantinho gostoso que é o MSA

Adoro esses momentos de insights que chegam sem pedir licença, fazem um nó na nossa cabeça e que muitas vezes eu mal conheço e já considero pacas. Tô aqui pensando nas mudanças da vida e na mudança da gente e em como algumas coisas são necessárias. A gente muda. E mudar dói.

Veja como são as coisas: 

Mudei meu e-mail por motivos pessoais. Exclui o antigo e fiz um outro e coloquei tudo que precisava nele: conta do Instagram, Pinterest, Twitter, Blogger etc. Troquei o endereço da minha vida, no caso. Ok. Porém, ao fazer isso, perdi MUITOS posts no meu blog, pois estavam "ligados" - ainda não entendi muito bem como - às fotos. E posts sem fotos não é lá muito legal. Coloquei todos os posts como rascunho e fui arrumando os que eu mais gostava/ me identificava. Deu 1/4 do total de posts. A P E N A S 1/4.  "Ah, mas é legal pra ver a sua evolução com o blog". É. Mas como disse, algumas coisas são necessárias (vindas naturalmente ou por erro de dedo) pra gente aprender quem a gente é, quer ser ou se tornar. Lia alguns posts e percebi como a forma de falar, agir e pensar mudou. Não me reconhecia. Não é algo legal não se reconhecer; não é prazeroso. Eu tô aqui, convivo comigo 24 horas por dia, conheço cada celulazinha do meu pequeno corpo, sei de todos os pensamentos - até os que eu não gostaria de saber - que se passam na minha cabecinha e mesmo assim não consigo reconhecer uma doidinha que tava em mim há dois anos atrás. Gente. Coisa bizarra. Eu hein.
As coisas mudam.

Ao formar na graduação, cada aluno que estava participando do baile ganhou um quadro gigaaaante com a carinha dele lá, todo trabalhado no photoshop, mas bonito. O meu ficou na sala por um bom tempo: toda loira, cabelo grande, liso. (Nota: meu baile foi em 2012, eu tinha 23 anos, a foto deve ter sido tirada quando eu tinha 22. Cinco anos até aqui, correto? Correto. Tô com 27.)  Daí fui mudando meu cabelo, me mudando...e tive que cortar forçada e ficar morena. Era um martírio chamar amigos e amigas para virem aqui em casa e sempre ouvir: "Nossa!!! Cê não sente falta desse cabelo grande não?". Sinto, caralho - respondia. Aí o cabelo foi crescendo. Mais comentários: "Nossa!!! Cê não sente falta de ficar loira não?". Ah...sinto - eu pensava. Daí fui ficando loira, um loiro mais diferente, mas que eu gostava. Aí vinha: "Nossa, cê não sente falta de ter esse loiro não?". Não. Não sinto. Nem sei quem é essa da foto - apelei. Tirei o quadro de lá. Não ia ficar com um quadro gigante, na minha casa, de uma menina com um cabelo loiro horroroso olhando pra mim.
As coisas mudam.

Antes eu era louca consumista. Louca mesmo. Ainda sou consumista, mas não louca - não nessa parte. Dia desses vi um vídeo que explicava umas técnicas de arrumação de guarda-roupa e resolvi testar: qual peça te traz alegria? Metade do meu guarda-roupa foi embora. Roupas que nunca usei, roupas que eu não voltaria a usar, roupas eu nem lembrava que tinha isso, roupas eu já usei isso???, roupas de apego. Não me identificava mais. Chegou um momento da minha vida que eu saía SEMPRE com as mesmas roupas e por preguiça! Preguiça de pensar o que eu iria usar, preguiça de vestir alguma peça que eu poderia ficar incomodada ou que não ia combinar com alguma outra que eu já quisesse usar. Desculpas que a gente inventa na nossa cabeça só pra usar a mesma roupa sempre, né? Quem nunca? Dei tudo, sem dor no coração. Semana passada foi a vez dos calçados. Foi difícil, esse blog chama Mundo do Salto Alto por uma boa razão, mas eu não estava me identificando mais com vários que eu tinha ali. Estavam ocupando espaço, ocupando uma parte de mim, de alguma forma. Alguns eu nunca usei, outros usei no máximo duas vezes. Enfim, foram embora da minha vida.
As coisas mudam. E o mais legal das coisas mudarem e você desapegar do que não tem mais nada a ver com você, é dar espaço pro novo. Dar espaço pra um quadro novo, no lugar do antigo que não te faz tão bem assim ficar olhando. Dar espaço pra um corte novo, arriscar, pintar, ter coragem. Dar espaço pra roupas, calçados, acessórios que identifiquem quem você é e que passem a mensagem que você quer pro mundo. Dar espaço pro que te faz bem, pra quem te faz bem e pra lugares que te façam bem.

Dê espaço pra você! =)

2.5.16

Bota envernizada: Tá na moda!

Olha eu aqui pra dar um alerta de tendência: BOTA ENVERNIZADA!
Yeah! Sabe aquela bota a lá Pretty Woman? Tá na moda! Tem pra todos os gostos e tamanhos: over the knee, cano médio (que as it girls tem usado bastante!), coturno! Mas, é aquela frase: "Tudo posso, mas nem tudo me convém" e aí vai algumas dicas de como escolher o par ideal pra você ou como usar essa trend linda!

  1. Botas de cano médio tendem a encurtar o corpo. Se você é baixinha e quer muito usar esse modelo, invista em calças da mesma cor que a bota ou então coloque as pernocas pra jogo usando saias com fendas generosas e minissaias. Isso dá uma alongada na silhueta.
  2. O salto grosso (ou de bloco) tá bastante em alta, além de ser confortável.
  3. Pra montar um look mais descolado, invista numa coturno. Esse calçado dá um up em qualquer visual e dá um ar muito mais cool quanto utilizado com vestidos mais casuais.
  4. Se você é mais ousada e gosta de chamar toda a atenção pro calçado, opte por saltos vazados, de acrílico, cores mais chamativas e comprimento over the knee. São ótimas opções. Caso contrário, invista num pretinho básico que dificilmente você vai errar na hora de montar um look.

Separei aqui algumas inspirações pra você que quer ter uma bota envernizada e não sabe como usar! Vem ver:


Onde comprar?


Beijas!

7.4.16

Fui Morar Sozinha: Coisas Que Aprendi

Às vezes me pego rindo quando lembro da convivência diária com mamis. Certas coisas e situações a gente aprende só na marra mesmo. A gente dá valor só quando é nosso cantinho.

Nesse tempo longe da asa de mamis aprendi muito. E principalmente o cotidiano de uma dona de casa, porque também fui isso. Fiz minha comida, lavei minha roupa, fiz compras e limpei minha casa. Tão gente grande eu. :p

Acaba que isso ajuda a encontrar respostas de frases e perguntas que sempre fizemos e falamos pra nossas mães/pais/avós/avôs/quem te criou, te deu bronca e te fazia estender a toalha e entender o significado de frases, como: "Por que?", "Depois eu faço isso.", "Não sei pra quê arrumar a cama se a noite vou bagunçar de novo", "Esqueci...(o que quer que seja!)". Enfim, são coisas e besteirinhas que a gente aprende com o tempo e dá risada de entender a razão disso tudo.

Rindo e pensando nisso, listei coisinhas que mais aprendi morando sozinha:
1. O filtro não enche sozinho. 
Não tem coisa pior que estar doida pra tomar um copo de água e ver que esqueceu de encher o filtro. Agora aprendi (fazia algumas garrafas de reserva caso eu esqueça) e entendo o porquê da minha mãe ficar tão possessa quando eu acabava com a água e não enchia o filtro.
2. A toalha não seca sozinha.
Nada pior que ter que se enxugar com uma toalha molhada porque esqueceu de pendurá-la. Isso também me lembra da famosa "Não deixe a toalha na cama". Sentar onde a toalha estava ou ter q dormir com o edredom úmido porque esqueceu - oi, preguiça - a toalha lá na cama, no cantinho que você dorme, não é legal.
3. O papel higiênico acaba.
Dispensa algum comentário.

4. A comida estraga
A geladeira não é milagrosa. Lá também estraga comida. Muita comida. Custei, mas depois de um tempo consegui me controlar, mas já perdi muita coisa por não ter noção de qual quantidade comprar e ficar sem outras coisas pelo mesmo motivo.
5. Planilhas!
Gente, virei a louca das planilhas. Fiz uma que tinha a data de validade de toda comida não perecível da casa - morro de medo de comer coisa vencida. Fiz uma com o que estava acabando e o que tinha que comprar - daí eu comprava e riscava. E tenho a minha velha de guerra - que agora tá sendo mais usada de verdade - com as despesas mensais.

5. A memória melhora, de repente.
Quando tem alguém pra te salvar, é muito mais fácil ser esquecido. Mas quando não tem, gente, você é obrigado a ter um lembrol ou qualquer outra coisa, porque começa a ficar chato. 
  • Não dá pra esquecer a toalha mais, afinal quem vai pegar pra você?
  • Não dá pra esquecer de encher o filtro, como dito anteriormente.
  • Não dá pra esquecer de pagar contas, o síndico briga, você fica com carão, você fica sem internet.
  • Não dá pra esquecer de comprar comida de gente grande, senão você passa fome.
6. Gremlin 1, a roupa.
Ela não vai pro cesto de roupa suja sozinha. Ela não se lava sozinha. Ela não se passa sozinha. Mas chega uma hora que o cesto fica cheio e/ou você fica sem roupa. Saber se programar pra lavar, passar e guardar é algo essencial.
7. Gremlin 2, a louça
Ela não vai pra pia sozinha. Ela não se lava sozinha. Mas ela brota. Quanto mais se tem, mais se suja.
8. Manter a organização.
Olha, foi um desafio. Sou a pessoa mais desorganizada do mundo. Extremamente bagunceira. Então, tentei deixar o ambiente um tanto quanto ajeitado pra não passar vergonha caso recebesse visita de última hora. (Minha mãe sempre mostrava meu quarto bagunçado pra quem chegasse. Acho que era pra me fazer passar vergonha - coisa que não funcionava na época -, mas agora entendo o objetivo)

9. Saber fazer compras.
No primeiro mês gastei uns 500,00. Mas estoquei algumas coisas e comprei outras que eu precisava. Foi uma baita compra. Na segunda, gastei 120,00, apenas reabasteci e na última, gastei 62,00. Próximo passo é viver de luz hahahaha. A questão não é o valor em si, mas o aprender a comprar. Saber o que é necessário, o que não precisa ser comprado no momento, o que pode esperar acabar pra comprar novamente e o que não vale a pena comprar. Além disso, tive ajuda de um aplicativo (vou contar depois!) que salvou MUITO ao fazer compras pra casa.
10. Valorizar.
É clichê isso, mas é a verdade. Aprendi muito e sou grata a tudo que mamis fez por mim. Não é fácil ser dona de casa (e estudar ainda!) e mantê-la agradável. E olha que era só eu e Brigitte. Imagino quem cuida de uma família! Ter uma toalha fofa, ter uma comida quentinha e saudável na mesa, ter uma casa aconchegante e cheirosa. Valorize isso!
Beijas!

4.1.16

2016

Algumas coisas na vida, a idade ajuda a melhorar. Mas engraçado como outras te estragam. Conversando com amigas pensamos nisso. Em como a volatilidade de quando éramos mais novas era bom. Como seguir em frente após o fim de um relacionamento era infinitamente mais fácil. Talvez por que no fundo sabíamos que tinha um mundo inteiro de experiências pela frente, coisas e pessoas para descobrir. E essa segurança nos fazia desapegar de sentimentos, de pessoas, de situações.

Hoje, anos e anos depois, após de ter vivido muita coisa, depois de ter experimentado outras muitas, é mais difícil desapegar. E isso é TÃO errado. De repente, num surto, você acha que já viveu tudo, que só aquele cara te entende e os anos de relacionamento não te deixam seguir em frente, acredita cegamente que já passou da hora de ter estabilidade financeira, vê as amigas casando (algumas com príncipes e outras não...), olha pro lado e aquele namoradinho do colégio já tá com a vida feita e com filho, olha pro outro lado e aquela amiga que formou com você na escola é concursada e ganha super bem. A família põe pressão, sua mãe briga que sua prima mais nova já tá trabalhando de carteira assinada, uma conhecida fala que já tá na hora de casar e ter filho porque-se-demorar-muito-a-criança-pode-nascer-com-problema, você se pressiona por que nada do que planejou foi pra frente e se acha uma bosta. E a vida? A vida vai passando, sem trégua, sem freio, não para.

Teoricamente era esse o momento em que você devia MESMO se movimentar, não sofrer e não viver de passado, olhar pro futuro, segurar numa mão a fé, na outra a coragem, passar um rímel e seguir. Continuar. Ir em frente.
Mas quem dera fosse simples assim, né? Esse trabalho interno exige um equilíbrio emocional imenso e que muitas vezes demoramos para adquiri-lo. Exige coragem para assumir responsabilidades de atitudes que precisamos ter diante de certas situações; exige fôlego para começar do zero quantas vezes forem necessárias; exige esforço psicológico pra entender que a idade tá na nossa cabeça e só nela; exige sabedoria pra aceitar que dar murro em ponta de faca... machuca; exige aceitação pra compreender seus limites e que a gente pode se  reinventar quantas vezes forem necessárias. Aquela lista de coisas a serem feitas pode ser reescrita inúmeras vezes, sabe por quê? Porque ninguém é mais dono da sua vida que você. E você que manda nela, que a conduz - algumas vezes de forma bem porca, confessemos, mas você é seu próprio guia. Não tô falando aqui pra você se rebelar na vida, só não se cobrar porque as pessoas te cobram, pois cada um tem seu tempo, sua personalidade, seus problemas, suas alegrias e seu jeito.

Então, cata aí um papel, cata aí uma caneta e escreve no topo da página: O que eu quero?
Pense, reflita, não liga pra opinião de ninguém além da sua. Pensa o que faz você feliz. Faça três colunas na folha: no meio escreva o que você quer; do lado esquerdo escreva o que te impede de chegar até ali; do lado direito - porque é direito! - escreva o que você pode fazer pra chegar até ali. 

Não deu certo? Mudou de ideia? Faça outra lista. Não desista de ser você, não desista de ser feliz. 

O foco muda, a vida muda, a gente muda. Não desista, não se arrependa, não tenha medo do que te faz sorrir.

PS: Texto também disponível em: 30 is Coming

31.10.15

Ensaio Boudoir por Nayara Cristina

Vou falar uma coisa pra você: custei a gostar de mim como sou. Custei a aceitar minhas estrias, minhas olheiras, os olhos grandes. Até hoje lembro (e rio muito, confesso!) dos meus apelidos no colégio: perna de saracura, olho de peixe morto (?), zebra. Lembro que eu entrava na piscina de bermuda pra "esconder" as estrias e raramente usava biquínis... coincidentemente não tenho quase nenhuma foto dessa época. Ficava viajando no olho pequenininho da minha prima desejando eles pra mim e morria de vergonha dos meus. O tempo foi passando, o amadurecimento vindo (porque ele ainda tá vindo!) e eu fui me aceitando, me amando, me gostando. Mas como todas as mulheres do mundo, esses sentimentos oscilam bastante. Um dia tô legal, no outro me acho um E.T, no outro me acho tão gata que tenho dó da Gisele Bündchen (só eu que sempre olho como escreve o nome dela no Google?) existir, tem dias que meu cabelo tem vida própria e tem outros - geralmente quando tô em casa e não vou sair - que tenho dó da Gisele Bündchen existir.

Então eu sempre serei a favor do que nos faz bem, do que nos faz sorrir e se amar! E aí que entra esse ensaio na minha vida. Alguém aí já ouviu falar em ensaio boudoir? Não, não é uma Playboy. É algo sensual que mexe com a gente por dentro, porque foca na mulher de verdade, sabe? Aquela que tem celulite, pneuzinho, olheiras (prazer, Carol). Minha prima - Clicks da Nay - teve a ideia e perguntou se eu topava. Animei muito, mas não sabia nem o que era, com fazer, onde olhar, onde colocar as mãos e fui bem guiada pela esperteza da fotógrafa. Da timidez no início às gargalhadas no final, o ensaio ajuda a elevar  a autoestima e confiança que, às-vezes-quase-sempre, a gente precisa na vida.É uma ótima opção pra dar de presente pro parceiro, mas é uma opção melhor ainda pra se presentear. Acredite, você é maravilhosa do seu jeito e é isso que esse ensaio traz, a beleza que existe em cada uma de nós e que esquecemos por vários motivos e tropeços na vida. Vem ver!


Beijas!
Pin It button on image hover