Dia de maldade com listras

Bom dia!! Hoje é sexta, dia de maldade! E aproveitando essa sexta delícia, hoje tem look! 

Eu AAAAMO vestido/blusão larguinho, que esconde a barriguinha e fica fashionzinho ao mesmo tempo, sabe? Adoro. Achei esse vestidinho na Marisa, listrado - outra coisa que gosto - e com um precinho fofo: 29,90. Inclusive, dica pra vida: fucem essas araras de desconto/promoção/últimas unidades. Tem sempre coisas bacanas, peças curingas e preço acessível. Dificilmente você vai encontrar alguma peça de roupa que "está na moda", mas com toda certeza vai achar peças atemporais. Daí você pode investir em acessórios que estão em alta, por exemplo, pra compor o look. Acho válido e super em conta pra quem tá com poucos temers no bolso!

Com esse pensamento, coloquei uma choker no pescoço e uma sandália preta, porque era dia de maldade. Básica, mas diferentona =P. Aproveitei a noite fresca e bonita e fui pra um espetinho aqui em BH. Britney, a cã do dia, estava toda serelepe pra sair nas fotos com seu olhar peculiar. Depois mordo e não entende o porquê.
Vem ver:
Fotos: Clicks da NayVestido: Marisa/ Choker: Loja xingling/ Sandália: Santa Lolla
Beijas!
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Descanse em paz meu amor...

Este senhor fofo é o Pedro Bandeira. 

Pedro fez parte da minha adolescência e contribuiu de forma forte na minha construção como pessoa.
Pedro me fez conhecer um mundo de possibilidades (em palavras), me fez construir sonhos, me fez gostar de ler, escrever e me fez acreditar que nada nessa vida é impossível.
Pedro é a pessoa mais carismática que conheci na vida. Já estive duas vezes com ele e nas duas vezes ele parecia um sol: iluminado e iluminando quem estivesse ao seu redor.
Pedro entende como ninguém das fases que passamos na adolescência. Das dúvidas, medos, apreensões, vontades. E ele consegue colocar em palavras tudo que sentimos nesse período tão singular da vida. Não é a toa que Pedro vendeu 20 milhões de cópias.

Nessa última quarta-feira estive na Saraiva, numa sessão de autógrafos de Pedro. Estava lá lendo um livro, aguardando dar a hora de começar. Levantei a cabeça pra tomar um ar da leitura e vi Pedro. Um senhor bigodudo, baixo e com a cara mais prazerosa do mundo. E sorri, Sorri porque gosto muito da sensação - ainda um pouco nostálgica, de um tempo que já passou na minha vida - que Pedro me traz. E sorri ao ver aquele bigode e lembrar dos dias que passava na biblioteca da escola, procurando mais algum livro de Pedro pra ler e me trancava no quarto até de madrugada, porque não dava pra esperar até o outro dia pra saber o desenrolar da história que Pedro escrevera.

Num momento em que Pedro ficou sozinho, me levantei e fui até ele. Cheguei falando apenas "Pedro?" e ele me abraçou. E me deu um beijo no rosto e um abraço forte. Me apresentei e conversamos um pouco sobre Os Karas. E só faltou uma cerveja ali no meio. Após autografar meu livro, Pedro me falou pra ser feliz. 

Sobre o livro de Pedro:
Segundo Pedro, Descanse em paz meu amor é uma história de terror, de medo, que ele escreveu a pedido dos seus muitos leitores e

"para satisfazer esses amigos, comecei por me perguntar: O que é isso de terror? O que nos faz sentir medo? Acho que, desde sempre, a principal causa de nosso medo é o desconhecimento do que vem depois da morte. Muitos se apavoram com a simples menção do fim da vida, muita gente teme esse desconhecido, esse mistério que a razão não consegue explicar. Pensando nisso, procurei criar nesse livro situações arrepiantes, daquelas que nos deixam gelados de pavor. Mas você verá que o que importa para as personagens deste livro é o amor e a amizade que nos mantêm unidos, que nos dão força, que nos permitem seguir adiante, com confiança. E o amor e a amizade são sentimentos que também não se consegue explicar facilmente. Mas, pra que explicar? O amor é gostoso de se sentir, sem explicações!"

O livro tem uma linguagem ótima (eterna! Como um bom livro deve ser), as histórias são interessantes e, mais uma vez, Pedro me fez ficar trancada no quarto lendo até de madrugada.

#ficaadica de leitura aí!
Beijas

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Colete Vermelho

Tinha desistido de postar fotos de look há uns meses atrás. Meu foco com o blog mudou muito e já não me sentia tããão empolgadinha com esse tipo de post. Mas daí a vontade veio - de uma forma diferente.

Quis fazer mais minha cara, com fotos mais realistas, mais eu - até porque custei a acertar uma pose de blogayra. Algo mais espontâneo e não muito forçado. Chamei minha fotógrafa preferida - Clicks da Nay - pra, juntas, ressuscitarmos essa parte do MSA. E foi legal: 70% das fotos tinha algum cachorro do canil que tá aqui em casa. E aí a gente ria, porque era só levantar a câmera que os dogs surgiam do além (e ter dogs em fotos deixa tudo mais divertido e fofo, né?). 
O look foi um que escolhi pra ir num churrasco no final da tarde, na casa do meu pai. Totalmente confortável. Primeiro estava apenas com a camisa branca que é mais larguinha, a saia do Darth e o tênis de pé de hobbit. As fotos ficaram boas, mas fiquei um pouco encucada pensando que podia melhorar algo. Voltei pro meu quarto e a Nayara pra casa dela, arrumar a unha. Chegando aqui, lembrei de um colete vermelho que às vezes ficaria legal no look. Vesti e foi o que precisava. Engraçado como a gente pode dar uma melhorada num look com um detalhe, né? Seja um acessório, uma bolsa, um calçado diferente. Chamei a Nayara - que mesmo com o risco de estragar o esmalte foi - e o resultado foi esse abaixo: 


Saia: Nobres Pecadores / Tênis: Riachuelo / Blusa: FiveBlu / Colete: ganhei / Cãs: Brigitte, Britney e Maya

Beijas!
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A dor e a alegria de ser o que é

 E já dizia o lindo Caetano, em Dom de Iludir:

"Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é"

Desde o início desse ano tenho passado por um período de descobrimentos. Fiquei muito tempo perdida, sem me conhecer e reconhecer. Ás vezes a gente se projeta nos outros e acaba perdendo uma parte (se não toda!) da nossa essência. Acredito que a personalidade seja moldável, reconstruída com as vivências. Mas não a essência. De repente, você vê que não era quem achava ser.

Em uma conversa recente com um amigo meu sobre como eu era no relacionamento, estava desabafando, falando que eu tinha um sério problema em ser ogra demais e justificando, assim, a ogrice da outra parte, ele me disse: "Não...Carol, você é emoção pura. Você só reagia. Como pode uma pessoa ogra ter sentimentos tão puros e distintos assim?". Fiquei atônita porque não enxergava (e ainda é difícil isso) dessa forma. Me via assim de maneira a justificar as ações alheias, quando na verdade era apenas um reação - tóxica. E assim a gente vai com a vida: amizades, amores, família, chefes.

A gente deixa de ser quem é, camufla o verdadeiro eu através de reações em todos os relacionamentos que tem. O problema é quando essa reação faz você acreditar que ESSA é você, quando pega o lugar do que você faria se agisse de acordo com sua essência. A partir do momento que você deixa de ser quem é por outra pessoa, tem um probleminha sério aí. Quando deixa de agir como você de maneira a agradar alguém, tá fazendo coisa errada. Quando tudo isso te causa um mal estar, você não fica bem consigo mesma, é hora de sentar, pensar e buscar lá no fundo da memória quem é você.

Confuso, né?
E foi quando percebi que eu não tinha mais nenhuma base essencial, que não sabia falar o que era só mais uma reação e vi o quanto eu estava perdida. Parecia que estava no automático. Resolvi então me avaliar, lembrar de fases da minha vida, de situações, coloquei até num papelzinho. E aí, meu bem, é um turbilhão de emoções quando você acorda pra vida, pra você. São podres, qualidades, defeitos, alegrias, tristezas. E é difícil conviver com tudo isso num mesmo lugar. É difícil entender e receber sentimentos.

Você se lembra pelo que você chorou, que doeu de verdade, que te fez falta e acaba comparando com o que você chora agora. Dá até vergonha. Parece que quanto mais velha fui ficando, mais fui deixando as coisas importantes de lado.

Você se lembra do que te fez sorrir. E vê que a vida pode ser muito mais leve do que imaginava. E que existe uma vida lá fora esperando pra te mostrar coisas novas, cheia de gargalhadas e pronta pra criar novas lembranças. Que não deve se preocupar com quem não quer ficar na sua vida e que tempo não dita nada. O que vale é o agora.

Você se lembra do quanto ainda tem pra viver, tira velhos planos da gaveta e arruma novos. Vê uma oportunidade de ser feliz em cada dia vivido.

Lembro que antes de voltar pra BH, resolvi começar a me permitir. Aproveitava até o último segundo os lugares que ia em Viçosa, as conversas que eu tinha, as pessoas que conhecia,. Tentava pegar um pouco de cada experiência pra ajudar a juntar meus caquinhos. Quando cheguei em BH, não foi diferente. Vivi em poucos meses a intensidade que não vivi em anos. E entenda aqui como intensidade viver cada momento da vida, um dia de cada vez. Porque era isso, eu estava viva. E me conhecia como ninguém. Sabia o que eu tinha de ruim, o que tinha que ser melhorado, o que eu amava, tentava compreender o que as situações que estava passando despertavam em mim - porque era uma outra maneira de descobrir quem eu era.

A gente é o conjunto de experiências que teve. E isso, felizmente e infelizmente, causa um impacto não só em você, mas nas pessoas ao seu redor. Logo, não espere que entendam suas atitudes, vontades e desejos. Sempre comentei que nesse período tive que ser egoísta, tive que pensar em mim e apenas no que me fazia bem pra sair do fundo do poço que eu me encontrava e até hoje muita gente não entende. Não deixe isso desanimar, não reaja de forma negativa ou, melhor, não reaja da forma mais "esperada" pra agradar ou manter algum tipo de relação. Às vezes as pessoas que mais contamos são as que menos entendem. Pode ser cruel o que vou falar, mas a única pessoa que você precisa é você. Antes de querer se relacionar com as pessoas, a gente precisa aprender a se relacionar com a gente. Vista seu melhor sorriso, só você sabe a dor e a alegria de ser quem é. Só você sabe as cicatrizes que carrega. Só você sabe o que aguenta. Só você sabe o que perde e o que ganha - e pode pesar isso! Não seja quem o outro quer ver, seja quem você precisa ser pra ser feliz.
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Esquadrão Suicida - não gaste seu lindo dinheirinho

{CONTÉM SPOILERS}
Um filme quando lança muitos trailers, é suspeito. Fui com uma expectativa baixa pra assistir (depois de Batman fiquei traumatizada) e confirmei meu medo: que filme ruim.

  • Filme extremamente confuso
  • Trilha sonora (ouça aqui!) maravilhosa, mas não fez muito sentido nas cenas. Parece que escolheram músicas boas, colocaram nas cenas e só. 
  • Se tivessem escolhido apenas um personagem e focassem nele, colocasse uma história sobre ele, seria mais interessante. Isso de ficar mastigando várias histórias sem ter como se alongar, fica atrapalhado
  • Não tá dando certo a DC juntar esse tanto de personagens num filme. Querem mostrar coisas demais e não sabem como fazer. Acabam perdendo os links da história
  • O que o Batman vs Superman faltou de luta, esse teve bastante. O que teve de história no Batman, esse teve de menos.
  • Seria melhor ir ver o filme do Pelé

História
Tudo começa com a Annalise Amanda tentando convencer o presidente dos EUA a formar o Esquadrão porque vai rolar uma IIIWW e a galera vai se armar é com meta-humanos - e depois da morte do Superman, se surgir um Superman mauzão, eles estariam perdidos porque não vai ter ninguém pra defender. Daí ok, convenceu o homem.
Começa, então, o recrutamento: Harley Quinn, Pistoleiro, Crocodilo, Bumerangue, El Diablo. Depois surgiram a Katana (que teve uma apresentação ridícula no filme e tava lá pra proteger o Flag pra ninguém matá-lo) e o Amarra, que foi escolhido porque sabe escalar (?????), segundo a apresentação do personagem no filme, e que já deu pra sacar que era um personagem aleatório que ia morrer, porque né.

Só que Amanda perde o controle da Magia, uma das integrantes do Esquadrão, que passa a ser a vilãzona e quer destruir o mundo junto com um irmão que ela liberta. Daí o trem começa a desandar. O Esquadrão se reúne pra uma missão secreta - que descobre-se ser buscar a Amanda no trabalho porque ela estava com o coração da Magia. DO NADA a mulher sai matando os caras que trabalhavam com ela na sala porque sabiam demais. Pra quê? O trabalho deles era secreto justamente porque sabem demais, não? Sai matando todo mundo então, porque todo mundo nessa bagaça sabe demais. Daí aí ela vai embora sem o Esquadrão em outro helicóptero porque o Coringa roubou o que eles iriam juntos e acaba sendo atingida pela Magia. QUAL O MOTIVO DO ESQUADRÃO TE BUSCAR ENTÃO, MOLIER? Fiquei perdida.

Enquanto isso, a Magia tava lá com o irmão construindo uma máquina gigante pros humanos a venerarem porque, segundo ela, agora a gente venera só maquinas. Aí o Esquadrão tenta chegar até lá pra acabar com os terroristas, pois o Flag não falou qual era a treta real porque, segundo ele, eles não acreditariam. 

Pensei, então: NUM UNIVERSO QUE ACABOU DE VER SUPERMAN MORRER NUMA LUTA LOUCA COM APOCALYPSE, AONDE JÁ ROLARAM ALIENS, MONSTROS E SUPERBICHOS, OS CARAS NÃO IAM ENTENDER QUE UMA ENTIDADE MÁGICA TÁ QUERENDO DESTRUIR O MUNDO?! Mas ok. 

Quando todos descobriram o que estava rolando, se viraram contra o Flag - incluindo Katana, que era sua guarda-costas. Daí ele fica arrependidinho e vai no bar encontrar com a galera e pedir ajuda e fala com o Pistoleiro que a filha dele escrevia todo dia e entrega as cartas pra ele. Daí o Pistoleiro fica possesso e mata ele. Não. Ele não mata o Flag. Ele fala: "Você estava com as cartas da minha filha esse tempo todo e não me entregou????? Beleza, vou te ajudar a salvar o mundo agora!"

=)

Até então, os únicos que apareceram no filme foram: Flag, Pistoleiro, Harley Quinn. O doidinho do fogo não queria brincar com fogo e o Crocodilo deve ter tido umas três falas no processo. O Bumerangue devia ter morrido junto com o Amarra, porque tava muito aleatório lá no meio. E o Coringa, até então, morreu numa explosão do helicóptero ao tentar "salvar" a Harley Quinn. 

Aí beleza, colocaram o Crocodilo pra nadar e pegar uma bomba perdida pra matar o irmão da Magia e assim conseguir chegar até ela, com a ajuda do Diablo pra fazer com que o irmão ficasse no lugar onde a bomba explodiria. Daí eles tiveram os cinco minutos de fama e essa foi outra cena tosca! O irmão da Magia ficava intacto com todo mundo batendo e atirando nele, mas morreu com uma bomba que explodiu metros de concreto abaixo dele. 

Salvaram o mundo uhuu!, Amanda sobreviveu (COMO???), todo mundo voltou pra prisão e o Coringa ressurgiu pra soltar a Harley Quinn. E aí o filme acabou. Finalmente.

Coringa
Ah, o Coringa! Foi um personagem interessante, porém caricato demais. Se engana quem achou que o filme seria sobre ele ou alguma coringuice que ele tenha feito. Pro tanto de marketing que fizeram no personagem, ele apareceu POUQUÍSSIMO no filme. Só mostraram flashes, cenas clichês e nenhuma participação que acrescentasse algo na história. Completamente descartável.

Veredito

  • O filme tinha tudo pra ser sensacional, mas escolheram o pior caminho. Poderiam ter feito um roteiro mais básico e certeiro, mas enfeitaram demais. Não vi um roteiro claro, não souberam enganchar os porquês apresentados e os personagens. 
  • O Pistoleiro foi praticamente o cara que levou o filme nas costas, com uma história interessante e não se falou quase nada dele nos trailers. Podiam ter dado um foco maior no personagem.
  • Um dos poderes principais do Crocodilo é a força. Força que foi "mostrada" apenas com a cena dele nadando no esgoto pra buscar a bomba. Eu hein.
  • A "habilidade" do Amarra é escalar. Coisa que ele faz a 1 km\h!!! Tinha que morrer mesmo.
Mas não acabou, calma. Teve cena depois dos créditos.

Amanda encontra Bruce pra entregar um arquivo secreto que ele queria (então é assim que funciona? Quero um arquivo secreto, ligo pra uma agente e peço. Beleza.). Daí quando Bruce abre o arquivo, ele contém a ficha de VÁRIOS meta-humanos: Flash, Aquaman, Mulher-maravilha. E aí dá um gancho legal pro filme da Liga da Justiça, né? SÓ QUE: SE A AMANDA TINHA UM ARQUIVO COM VÁRIOS SUPER-HERÓIS NELE, PORQUE ELA QUIS MONTAR O ESQUADRÃO SUICIDA? PORQUE NÃO RECRUTOU OS SUPER-HERÓIS?

Tiro no pé. 

DC, assim tá difícil te defender.
Beijas,
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Sejamos mais Rafaela

Rafaela Silva ganhou a primeira medalha de ouro (PARABÉNS!!!!!) do Brasil nas Olimpíadas 2016.

Na arena não esboçava emoções naturais de quem tá ali, nenhum nervosismo. Estava concentrada, focada, com olhar forte e parecendo saber o que estava fazendo.
Nasceu na Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, e brigava muito na rua, sendo isso uma ponte indireta e peculiar pro judô. Com muito esforço, tornou-se campeã mundial sub-20 em 2008. Com uma ascensão incrível, participou das Olimpíadas em Londres. E ali as coisas aconteceram: com um golpe ilegal, ela foi desclassificada. Em busca de apoio, encontrou racismo e preconceito. Frases como: "lugar de macaca é na jaula", "você é uma vergonha pra sua família". Com o psicológico abalado, insegura da sua capacidade e pensando em desistir do esporte, nesses últimos anos ela foi se restabelecendo aos poucos, com uma importante ajuda de familiares, amigos e mentores. Um passo por vez. Uma competição por vez. Um ano depois desse forte episódio ganhou o Mundial no Rio - medalha de ouro - e participou de outras importantes competições. E, hoje, ela foi campeã olímpica no Rio. Com 24 anos, a garota que pensou em desistir ganhou uma medalha de ouro.

Me peguei pensando no quanto precisamos ser mais Rafaela em nossas vidas. 

É muito mais simples vivermos as desculpas. Desculpas que às vezes se encontram nas nossas cabeças; no meio em que crescemos; nas pessoas com quem convivemos; nas situações que passamos/estamos. A mente humana é incrivelmente adaptada pra ter desculpas pra tudo de forma a querer seguir pelo caminho mais "fácil". E desistir é sempre mais fácil.

Quantas vezes já pensamos (ou até mesmo desistimos!) de um projeto, uma meta, um objetivo por um obstáculo que julgamos ser irreparável? Quantas vezes pessoas (próximas ou não) colocaram o dedo na nossa cara pra falar que não éramos capazes ou bons o suficiente pra conseguir "chegar lá"? Quantas vezes, na busca de um incentivo, encontramos apenas palavras duras? Quantas vezes colocamos as desculpas em prática pra explicar o porquê de estar desistindo? 
  • Não tenho tempo; é muito difícil; não tive oportunidades; não sou tão boa pra isso; isso não é pra mim; ah, depois eu faço; se fulano não conseguiu, eu também não vou conseguir.


Não! Rafaela não desistiu. Rafaela persistiu no seu sonho. Rafaela se concentrou, focou no que precisava. Mesmo com um mundo de gente com falas duras, com seu psicológico e  credibilidade em si abalados, ela não desistiu. Ela acreditou no seu potencial. Ela sabia o que queria e onde queria chegar. Rafaela não é diferente de mim, de você, do seu amigo, do seu pai, da sua avó. 

Rafaela não é vergonha pra ninguém. Rafaela é um exemplo de persistência e de que todos nós podemos ser o que quisermos nessa vida, podemos ter nossa medalha de ouro. Sejamos mais Rafaela.
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Stranger Things

{Sem spoilers}
MEU JESUS. Existe um complô feito pela galera da Netflix pra eu não conseguir meu diploma de Mestre? Porque, olha, tá complicada essa vida com essa enxurrada de séries que eles estão lançando.

Dia 15 desse lindo mês de julho estreou uma nova série, com apenas 8 episódios GRAÇAS A DEUS PORQUE SENÃO NÃO TERIA VIDA SOCIAL E ACADÊMICA, chamada Stranger Things. Fui caçar sobre e duas palavras definem a série: nostalgia total. Ainda não testei, mas tenho quase certeza que se colocar o áudio dublado a gente vai ouvir "Versão brasileira: Herbert Richers". 


História 
 A história se passa em 1983 e gira em torno do desaparecimento de um dos garotinhos e após isso as coisas começam a acontecer de forma estranha stranger things. Uma busca começa para tentar entender o que aconteceu até que o chefe de polícia, Hooper, percebe coisas estranhas e suspeita que não é um desaparecimento "normal". Enquanto isso, os amigos do garotinho desaparecido começam uma busca por conta própria junto com Eleven, uma menina misteriosa com poderes diferentes. 

Elenco
Crianças fofas:
Caleb McLaughlin - Lucas
Finn Wolfhard - Mike
Gaten Matarazzo - Dustin
Millie Bobby Brown - Eleven
Noah Schnapp - Will

Adultos e adolescentes fofos
Winona ~diva~ Ryder - Joyce
David Harbour - Hooper
Matthew Modine - Dr. Martin Brenner
Natlaia Dyer - Nancy
Charlie Heaton - Jonathan
Joe Keery - Steve
Randall P. Havens - Mr. Clarke
Comentários na Netflix pra você começar a assistir hoje

  • "Meu novo vício, essa série é boa demais, com uma produção perfeita, parece até filme. Os atores mirins estão ótimos, nunca tinha visto tão bons assim. A série faz várias referências à filmes antigos. Simplesmente perfeita, essa tem futuro. Assistam que não vão se arrepender, uma das melhores obras da NF até agora."
  • "E desde quando as originais desapontam? Vale muito a espera por cada nova série ou nova season de série! Stranger Things tem cara de que vai conquistar logo um grande público rapidinho. Só achei o fato dessa primeira season só ter 8 episódios um pouco desapontador, mas, espero que ano que vem os autores se inovem mais e tragam mais uma season com mais episódios porque Stranger Things tem tudo para ser apenas mais um dos grandes sucessos originais!"
  • "Essa série é perfeita, trás a nostalgia com uma história nova. Acho que essa é a melhor série exclusiva já produzida, você começa a assistir e não quer parar. É envolvente e empolgante. Não tem como não gostar!!! <3"
  • "Meu Deus que série fodassa! Galera! A série é muito linda, muito louca, a trilha sonora baseada em Synthwave e Retrowave trazendo os anos 80...Super foda!"
  • "Meu Deus, Netflix me diz pelo amor de Deus que vai ter 2ª temporada pq essa série é a melhor série que eu já vi na vida! Tem uma ótima produção, ótimos atores, trilha sonora impecável e um ótimo suspense e a história te prende do início ao fim."
  • "Surpreendentemente assustador! O enredo realmente te faz esquecer a vida social, hehehehe."

Meus comentários pra você começar a assistir hoje
  • A série se passa nos anos 80.
  • A trilha sonora é sensacional (Fuça lá a playlist no Spotify)
  • Eles se inspiraram em vários sucessos dessa época: Et, Goonies, clássicos de Stephen King
  • Colocaram tudo no liquidificador e criaram a série.
  • Amizade é uma das bases dessa série. Quem não teve aquela turminha de infância que estava sempre junta e que sofria algum bullying?

Assista! Beijas.
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As coisas mudam

uma pequena pausa na apresentação boring que tô fazendo - que na verdade já deveria ter terminado - pra escrever aqui nesse cantinho gostoso que é o MSA

Adoro esses momentos de insights que chegam sem pedir licença, fazem um nó na nossa cabeça e que muitas vezes eu mal conheço e já considero pacas. Tô aqui pensando nas mudanças da vida e na mudança da gente e em como algumas coisas são necessárias. A gente muda. E mudar dói.
Veja como são as coisas: 

Mudei meu e-mail por motivos pessoais. Exclui o antigo e fiz um outro e coloquei tudo que precisava nele: conta do Instagram, Pinterest, Twitter, Blogger etc. Troquei o endereço da minha vida, no caso. Ok. Porém, ao fazer isso, perdi MUITOS posts no meu blog, pois estavam "ligados" - ainda não entendi muito bem como - às fotos. E posts sem fotos não é lá muito legal. Coloquei todos os posts como rascunho e fui arrumando os que eu mais gostava/ me identificava. Deu 1/4 do total de posts. A P E N A S 1/4.  "Ah, mas é legal pra ver a sua evolução com o blog". É. Mas como disse, algumas coisas são necessárias (vindas naturalmente ou por erro de dedo) pra gente aprender quem a gente é, quer ser ou se tornar. Lia alguns posts e percebi como a forma de falar, agir e pensar mudou. Não me reconhecia. Não é algo legal não se reconhecer; não é prazeroso. Eu tô aqui, convivo comigo 24 horas por dia, conheço cada celulazinha do meu pequeno corpo, sei de todos os pensamentos - até os que eu não gostaria de saber - que se passam na minha cabecinha e mesmo assim não consigo reconhecer uma doidinha que tava em mim há dois anos atrás. Gente. Coisa bizarra. Eu hein.
As coisas mudam.

Ao formar na graduação, cada aluno que estava participando do baile ganhou um quadro gigaaaante com a carinha dele lá, todo trabalhado no photoshop, mas bonito. O meu ficou na sala por um bom tempo: toda loira, cabelo grande, liso. (Nota: meu baile foi em 2012, eu tinha 23 anos, a foto deve ter sido tirada quando eu tinha 22. Cinco anos até aqui, correto? Correto. Tô com 27.)  Daí fui mudando meu cabelo, me mudando...e tive que cortar forçada e ficar morena. Era um martírio chamar amigos e amigas para virem aqui em casa e sempre ouvir: "Nossa!!! Cê não sente falta desse cabelo grande não?". Sinto, caralho - respondia. Aí o cabelo foi crescendo. Mais comentários: "Nossa!!! Cê não sente falta de ficar loira não?". Ah...sinto - eu pensava. Daí fui ficando loira, um loiro mais diferente, mas que eu gostava. Aí vinha: "Nossa, cê não sente falta de ter esse loiro não?". Não. Não sinto. Nem sei quem é essa da foto - apelei. Tirei o quadro de lá. Não ia ficar com um quadro gigante, na minha casa, de uma menina com um cabelo loiro horroroso olhando pra mim.
As coisas mudam.

Antes eu era louca consumista. Louca mesmo. Ainda sou consumista, mas não louca - não nessa parte. Dia desses vi um vídeo que explicava umas técnicas de arrumação de guarda-roupa e resolvi testar: qual peça te traz alegria? Metade do meu guarda-roupa foi embora. Roupas que nunca usei, roupas que eu não voltaria a usar, roupas eu nem lembrava que tinha isso, roupas eu já usei isso???, roupas de apego. Não me identificava mais. Chegou um momento da minha vida que eu saía SEMPRE com as mesmas roupas e por preguiça! Preguiça de pensar o que eu iria usar, preguiça de vestir alguma peça que eu poderia ficar incomodada ou que não ia combinar com alguma outra que eu já quisesse usar. Desculpas que a gente inventa na nossa cabeça só pra usar a mesma roupa sempre, né? Quem nunca? Dei tudo, sem dor no coração. Semana passada foi a vez dos calçados. Foi difícil, esse blog chama Mundo do Salto Alto por uma boa razão, mas eu não estava me identificando mais com vários que eu tinha ali. Estavam ocupando espaço, ocupando uma parte de mim, de alguma forma. Alguns eu nunca usei, outros usei no máximo duas vezes. Enfim, foram embora da minha vida.
As coisas mudam. E o mais legal das coisas mudarem e você desapegar do que não tem mais nada a ver com você, é dar espaço pro novo. Dar espaço pra um quadro novo, no lugar do antigo que não te faz tão bem assim ficar olhando. Dar espaço pra um corte novo, arriscar, pintar, ter coragem. Dar espaço pra roupas, calçados, acessórios que identifiquem quem você é e que passem a mensagem que você quer pro mundo. Dar espaço pro que te faz bem, pra quem te faz bem e pra lugares que te façam bem.

Dê espaço pra você! =)
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Bota envernizada: Tá na moda!

Olha eu aqui pra dar um alerta de tendência: BOTA ENVERNIZADA!
Yeah! Sabe aquela bota a lá Pretty Woman? Tá na moda! Tem pra todos os gostos e tamanhos: over the knee, cano médio (que as it girls tem usado bastante!), coturno! Mas, é aquela frase: "Tudo posso, mas nem tudo me convém" e aí vai algumas dicas de como escolher o par ideal pra você ou como usar essa trend linda!

  1. Botas de cano médio tendem a encurtar o corpo. Se você é baixinha e quer muito usar esse modelo, invista em calças da mesma cor que a bota ou então coloque as pernocas pra jogo usando saias com fendas generosas e minissaias. Isso dá uma alongada na silhueta.
  2. O salto grosso (ou de bloco) tá bastante em alta, além de ser confortável.
  3. Pra montar um look mais descolado, invista numa coturno. Esse calçado dá um up em qualquer visual e dá um ar muito mais cool quanto utilizado com vestidos mais casuais.
  4. Se você é mais ousada e gosta de chamar toda a atenção pro calçado, opte por saltos vazados, de acrílico, cores mais chamativas e comprimento over the knee. São ótimas opções. Caso contrário, invista num pretinho básico que dificilmente você vai errar na hora de montar um look.

Separei aqui algumas inspirações pra você que quer ter uma bota envernizada e não sabe como usar! Vem ver:


Onde comprar?


Beijas!
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